quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2009

O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2009


 

Foi no ano 1972, em Estocolmo, na Suécia, no seu primeiro encontro mundial sobre meio ambiente, que a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 5 de junho como o "Dia Mundial do Meio Ambiente", o Dia da Ecologia. Naquele momento também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. E se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico.


Agora, depois de 37 anos, em 2009, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, devemos nos perguntar se, de fato, o meio ambiente está no centro de nossas preocupações. E a resposta deve vir das ações cotidianas das pessoas, dos empreendimentos das empresas e das políticas dos governos. Será que, a partir de 1972, o meio ambiente ganhou centralidade em nossas decisões, em nossos pensamentos e ações?


Não há dúvida de que a questão ecológica ganhou espaço na mídia, nas escolas, nas conversas cotidianas, nos movimentos sociais, partidos de várias tendências, nas pastorais, nas universidades e em vários lugares e espaços da vida social. O meio ambiente ganhou o discurso da nossa geração, virou tema propício para nossas conversas. Agora, porém, cabe-nos uma autocrítica. Neste período em que progredimos tanto na maneira de ver a questão ambiental, evoluímos no debate e alargamos os espaços de ocupação das temáticas ambientais, precisamos interrogar nossas ações e avaliar os resultados das nossas decisões sobre o meio ambiente.


Com tanto debate que a ecologia nos proporcionou, será que realmente mudamos a maneira de pensar e ver a vida? Mudamos nossas arcaicas concepções sobre a natureza, sobre as pessoas e as mais diversas formas de vida? Estamos preocupados. Sim! Mas, estamos decididos a mudar o padrão de consumo, por exemplo? Aprendemos a usar os recursos naturais de forma sustentável? Ainda mantemos nossa ganância, o luxo, a opção pelas facilidades a todo custo, sem nos perguntarmos sobre a capacidade sustentável do planeta e sobre as necessidades das outras pessoas e de outros povos?


Já no primeiro encontro da ONU sobre meio ambiente, acima referido, se confirmou que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico. E, hoje, onde estão esses valores e princípios? Se eles existem, então, devem estar movendo nossas ações. A ecologia nos abre os horizontes, nos faz ver a realidade socioambiental, nos interpela para a ação, mas questiona e ilumina nosso agir. Não basta simplesmente agir, é preciso mudar, transformar de dentro para fora.


Como diz o teólogo Leonardo Boff, é preciso mudar nosso paradigma. Ou seja, precisamos mudar a matriz do nosso modelo de sociedade, das nossas concepções, valores, pensamentos, conceitos. Uma mudança de vida para preservar a Terra e tudo o que vive nela, requer uma mudança profunda no ser humano. Em relação a muitas coisas, até podemos fazer opções e tomar atitudes sustentadas por campanhas publicitárias. Mas, as nossas ações ecológicas precisam ser sustentáveis, precisam ser amparadas por valores e princípios fundamentais e profundos. Nosso agir ecológico deve ser consistente, não pode ser descartável e precisa consistir e evoluir de geração em geração.


No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2009, após 37 anos de a data ser proclamada, temos algo importante a fazer. Como humanidade, precisamos olhar nossa trajetória e, pensando no futuro, nos perguntar sobre quais os valores e princípios que estamos assumindo e incorporando na nossa vida, e que podem garantir o equilíbrio ecológico da Terra. Precisamos conferir se meio ambiente, de fato, ganhou a necessária centralidade. A questão é esta. No centro de nossas decisões e de nosso agir está a integridade da vida ou a mesquinhez do lucro, do luxo e do consumismo?


Precisamos pensar bem e agir bem, pois, a vida sente os reflexos de nossas ações e decisões. Um relatório divulgado pelo Fórum Humanitário Global no último dia 29 de maio, diz que "a mudança climática mata cerca de 320 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil até 2030". E para os que só pensam no lucro e em nome do crescimento econômico degradam o meio ambiente, é importante lembrar que os prejuízos causados pela mudança climática já superam os 125 bilhões de dólares ao ano. E este valor é mais do que a ajuda dos países ricos para os pobres.


Que o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia, nos faça pensar e agir. E também nos ajude a mudar o modo de pensar e agir. Pensar sem agir é anular o pensamento e agir sem pensar é a pura prepotência de achar que se está fazendo tudo certo.
 
Frei Pilato Pereira - Blog "Olhar Ecológico" (http://olharecologico.blogspot.com)

sábado, 23 de maio de 2009

Os capuchinhos trabalham com os soropositivos

Publicada recentemente no site da Ordem dos Capuchinhos (www.ofmcap.org) uma matéria sobre duas experiências de trabalho com soropositivos. Em 2009, a Casa Fonte Colombo completa 10 anos de caminhada e foi a base do surgimento da Pastoral da Aids da CNBB.

Os capuchinhos trabalham com os soropositivos

PORTO ALEGRE, Brasile – Um momento de grande importância no processo de conversão de são Francisco de Assis foi o episódio do encontro com o irmão leproso. A partir daquele momento Francisco viveu em profunda comunhão com as pessoas mais marginalizadas de seu tempo. Os frades capuchinhos do Rio Grande do Sul, buscando atualizar este aspecto da vocação franciscana, por decisão tomada em 1996 trabalham junto aos portadores de HIV em Porto Alegre, capital daquele Estado. Após uma acurada preparação maturando a idéia e preparando a infraestrutura do projeto, esse trabalho começou em 1999.

Fonte Colombo

A fraternidade de Fonte Colombo, com cinco frades, foi preparada para dirigir o "Centro de Promoção da Pessoa Soropositiva", situado à rua Hoffmann, 499, Bairro Floresta, Porto Alegre. O Centro atende portadores de HIV de todas as idades e condições. Ele oferece várias atividades: alfabetização, humanização, beleza da mulher, formação e apoio para vencer os preconceitos. Os cursos do Centro são gratuitos e oferecidos tanto aos portadores de HIV, quanto aos seus familiares. Todos os cursos e atividades do Centro visam apoiar os portadores de HIV e suas famílias, a encarar a dura realidade da doença e a viver dignamente, apesar das limitações que a doença lhes impõe, sobretudo por causa dos preconceitos.

Fonte Colombo

A Província Capuchinha do rio Grande do Sul é a mantenedora do Centro, mas o projeto recebe a ajuda de colaboradores e co-participantes. O Centro conta com a participação de 50 profissionais que dedicam lhe um turno semanal no sistema de voluntariado. Além da participação regular desses profissionais voluntários, há um grupo de empresas e de pessoas que visitam o Centro, conhecem o trabalho e eventualmente colaboram de várias formas: alimentos, utensílios, roupas e ajudas econômicas. Os frades partilham com as pessoas beneficiadas pelo projeto a cozinha, o refeitório e a capela e cada ano a fraternidade acolhe um grupo de pós-noviços para um estágio pastoral.

PASTORAL ITINERANTE

PARANAGUÁ, Brasil O "Projeto Se Eles Soubessem", do qual participam frades capuchinhos da Província do Paraná e Santa Catarina, é realizado pela "Pastoral da AIDS" – CNBB - cuja coordenação está na Diocese de Paranaguá (PR), traz uma inovação significativa, pois ele é itinerante. Ele conta com um ônibus bem aparelhado e com uma equipe da pastoral da AIDS, que percorre os municípios, paróquias, comunidades eclesiais, empresas e associações, no leste do Paraná, levando informação, criando empatia, buscando vencer o preconceito contra a doença e passando a idéia da prevenção. Essa Pastoral Itinerante é motivada e está empenhada em concretizar a idéia: "que a prevenção chegue antes do vírus". A equipe trabalha pois, mais com a conscientização e a informação em vista da prevenção, do que com os já atingidos pelo vírus. Ela visa atingir sobretudo os e os setores grupos menos informados.

Escolhe, pois, a vida


A equipe desenvolve celebrações, palestras, rodas de conversa, apresentações artísticas (música, dança, teatro), apresentação de filmes e videokê. A sede da Coordenação do Projeto é em Paranaguá. Os contatos podem ser feitos pelo e-mail: sulamartins@yahoo.com.br.




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Postado por Frei Pilato Pereira no Olhar Ecológico em 5/23/2009 06:59:00 AM



sexta-feira, 22 de maio de 2009

CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Dia 05 de Junho é o Dia Mundial do meio Ambiente, um dia para ser celebrado e assumir um compromisso de fé com a Ecologia.
Enviamos em anexo uma proposta de Celebração, que pode ser usada como tal ou adaptada, modificada..., mas é para convidar a celebrar esta data.
O Dia do Meio Ambiente é 5 de junho, mas a celebração pode acontecer ao longo da semana ou durante o mês de junho. O importante é celebrar e assumir o compromisso ecológico.
Tema: "Ecologia, uma questão de fé"

sábado, 2 de maio de 2009

Fora Yeda

 
 
Servidores pedem Fora Yeda em Porto Alegre
Reportagem: Raquel Casiraghi
 

Cerca de cinco mil servidores públicos e integrantes de movimentos sociais protestaram nesta quinta-feira (30) pela saída da governadora Yeda Crusius (PSDB). Caminhada encerrou caravana de protestos realizada em Abril pelo interior do RS.

 
Porto Alegre (RS) - Servidores públicos, estudantes e movimentos sociais realizaram nesta quinta-feira (30) em Porto Alegre (RS) mais um protesto pedindo a saída da governadora Yeda Crusius (PSDB). A manifestação iniciou às 16h da tarde em frente ao Gigantinho, após o encerramento da assembléia geral do Cpers Sindicato. Dali, os manifestantes seguiram em caminhada pelas avenidas Padre Cacique e Borges de Medeiros, encerrando com um ato público em frente ao Palácio Piratini.

A presidente do Cpers Sindicato, Rejane de Oliveira, afirma que Yeda não tem mais legitimidade, devido às inúmeras denúncias de corrupção que integrantes do governo estão envolvidos, como a fraude no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Outra crítica da sindicalista é em relação ao corte de investimento do governo em áreas importantes, como saúde, educação e segurança. O Cpers recebeu denúncias de que escolas estaduais estão sem receber verba desde Abril.

"Nós entendemos que é uma política desastrosa, nefasta e que está colocando a educação do RS como uma preocupação nacional", diz.

Em frente ao Palácio Piratini, professores encenaram a marcha fúnebre e o enterro do governo Yeda. A manifestação encerra a caravana pelo "Fora Yeda" iniciada em Abril pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Rio Grande do Sul (FSPE/RS). Protestos ocorreram em Santa Rosa, no Noroeste, em Santana do Livramento, na Fronteira, e em Passo Fundo.

Fonte:  Agência Chasque de Notícias
 

quinta-feira, 26 de março de 2009

Continuidade do Fórum Social Mundial 2009

Um grupo de participantes do Fórum Social Mundial, que ocorreu em Belém do Pará, no mês de janeiro de 2009, assumiu o compromisso de seguir mantendo contato e se encontrando para, além de cultivar as amizades, avaliar a caminhada de lutas por um "outro mundo possível" e também para compartilhar com outras pessoas a experiência do Fórum Social.

E quem acredita num "Outro Mundo Possível", urgente e necessário, onde a Paz e a Justiça andam de mãos dadas, também sente o compromisso de ser instrumento de Justiça e Paz. E quando se luta para que Justiça e a Paz andem de mãos dadas, é preciso seguir a luta de mãos dadas também. Para isso sempre é bom um reencontro que ajude a resgatar as raízes, revigorar e comungar os sonhos e fortalecer a esperança, as convicções.

Com estes objetivos um grupo de militantes socioambientais que participaram do Fórum Social Mundial 2009, em Belém do Pará, decidiu se reencontrar. E o primeiro reencontro aconteceu na Comunidade da Pedra Grande, no município de São Pedro do Sul. O evento, que ocorreu nos dias 21 e 22 de março, não foi apenas entre os participantes do Fórum, mas com massiva participação da comunidade local.

A programação foi a seguinte:

Manhã de Sábado, dia 21 de março: Recepção Altermundista

Tarde na Comunidade: Oficinas Temáticas com participação Popular

  1. Ecologia e Espiritualidade – Responsável: Frei Pilato Pereira;
  2. Construção de Cisternas e o Novo Modo de Viver – Responsável: Zeca da CPT;
  3. A experiência da Agroindústria na Agricultura Familiar, com Perci
  4. A Economia Popular Solidária, com Miriane
  5. Cultura Guarani – Responsávei: Luciméia Gall Konig;

No final da tarde teve a celebração da Missa com a Comunidade, seguida de Noite cultural e jantar de confraternização.

No Domingo, 22 de março, Dia Internacional da Água, o encontro seguiu com um roteiro turístico, cultural e histórico no município de São Pedro do Sul.

No local do encontro tem uma grande pedra com algumas inscrições indígenas que nunca foram traduzidas. E os participantes do reencontro saíram impressionados com a riqueza histórica e cultural que representam as inscrições indígenas na pedra que está preservada como sítio arqueológico. Para os militantes do Fórum Social Mundial as inscrições indígenas, até então indecifrável, poderão ser lidas por corações e mentes que tenham a humildade de interpretar o que há de sagrado nas letras e símbolos que os irmãos indígenas deixaram para ser lido com um olhar de respeito, reverência, amor e compromisso com a vida.

Para o grupo que foi até a Pedra Grande se reencontrar com os companheiros e companheiras, o Fórum Social Mundial não ficou nem terminou em Belém do Pará. O Fórum continua. E todos e todas fazem parte desta história revolucionária que se abre para um futuro de Justiça, Paz e Integridade da Vida. Um futuro que não apenas virá, mas já está sendo gestado. Esta é a convicção dos participantes do Fórum Social Mundial 2009, reunidos em São Pedro do Sul nos dias 21 e 22 de março.

 

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dia Internacional da Água - 22 de março

Água é fonte de vida e não de lucro


O Dia Internacional da Água é celebrado em 22 de março e o ano de 2003 foi também instituído pela ONU como o Ano Internacional da Água. Isto é um reconhecimento oficial de que a água é um bem precioso para as nações e todos os povos da Terra. O dia 22 de março, bem como a semana da água, é um momento para se fazer alguma discussão sobre os diversos temas relacionados à água. Visto que a situação da água é bastante preocupante em todo o planeta, é preciso um momento de reflexão, análise, conscientização e busca de alternativas práticas para resolver os problemas que foram surgindo ao longo da história por causa de ações equivocadas do ser humano.


E se for falar dos problemas relacionados com a água, temos muito que denunciar. Por exemplo, hoje se tem informação de que cerca de 20% da humanidade não possui água para uma vida normal. E a previsão é de que em 2025, dois terços da população viverá em áreas onde as reservas de água serão limitadas. Temos um dado muito preocupante com relação à saúde. Estima-se que 80% das enfermidades no mundo são contraídas por causa da água poluída. E água poluída, além de causar doenças nas pessoas, também causa mal para toda a natureza, pois, cada metro cúbico de água poluída jogada num rio contamina entre 8 a 10 metros cúbicos de água limpa. Também sabemos que na América Latina e Caribe, os aquíferos estão sendo explorados de forma insustentável para fins domésticos, industriais e agrícolas. A água simplesmente está virando mercadoria.


Também é preocupante a forma de como as pessoas consomem a água no seu cotidiano. Um banho de ducha de alta pressão consome 135 litros de água em apenas 15 minutos, uma mangueira aberta por 30 minutos libera cerca de 560 litros e uma torneira aberta por 5 minutos permite a vazão de 80 litros de água. Percebemos que a água é vítima da degradação, do desperdício e do interesse econômico do mercado que quer se aproveitar do discurso da escassez para transformar a água em mercadoria. Temos que ter todo cuidado para com a preservação da água. Este precioso bem que a natureza nos oferece deve ser protegido hoje da ambição dos capitalistas que vêem a água como uma fonte de lucro para o mercado. Quando na verdade, a água é uma fonte de vida e dignidade para toda a humanidade.


Precisamos estar atentos quando se fala em crise da água, porque há nisso um tanto de realidade e outro tanto de ideologia. Também se deve ter atenção com o que está por traz de alguns discursos sobre a escassez, que é o interesse de transformar a água em mercadoria. Junto com o risco da privatização, também existe o real perigo da escassez. Mas a escassez de água vem da degradação e do desperdício. O problema é a forma de como nos relacionamos com a água.


Pensando bem, a água é uma questão de justiça e paz para a humanidade. É um bem comum, um direito de todos, é um dom de Deus para nutrir a vida. A água é o sangue da Terra, é uma questão de vida ou morte da humanidade e de todos os seres e formas de vida no Planeta.


Sabemos que a água não está igualitariamente distribuída em todas as partes do mundo. A natureza nos oferece água gratuitamente, mas requer um gerenciamento por parte do ser humano. E este gerenciamento da água, até passa por um processo econômico porque depende do trabalho, de investimentos de recursos, mas deve ocorrer na lógica da solidariedade e não na lógica do mercado, que em tudo visa o lucro.


A garantia universal do acesso à água depende da responsabilidade de todos e da solidariedade entre pessoas e povos. É uma vergonha e uma ofensa à nossa humanidade e racionalidade o fato de se fazer guerras por causa da água. Não podemos disputar a água, devemos sim nos solidarizar uns com os outros na garantia desta fonte de vida.


Concluo esta breve reflexão sobre a água com um refrão do Cântico do Irmão Sol, de São Francisco de Assis: "Louvado sejas, meu Senhor,/ Pela irmã Água,/ Que é muito útil e humilde/ E preciosa e casta."


Frei Pilato Pereira

www.olharecologico.blogspot.com

terça-feira, 10 de março de 2009

O manifesto profético das mulheres da Via Campesina

O manifesto profético das mulheres da Via Campesina

 
Quando uma mulher, seja mãe, irmã, amiga ou, para os casados, a esposa ou uma companheira de trabalho, enfim, quando uma mulher nos chama a atenção para alguma coisa que está errada, nem sempre nossos preconceitos nos permitem ter a devida compreensão. Ainda meninos, quando nossa mãe nos alertava de algo que representava perigo, nem sempre tínhamos a humildade de reconhecer a razão da mulher que queria nos proteger e garantir nossa vida. Não sabíamos que as mulheres têm um sexto sentido ou articulam tão bem os cinco sentidos que conseguem captar, compreender muito além dos nossos olhos e das nossas percepções. Pelo pouco que conheço das mulheres, especialmente pela convivência com minha mãe, sei com toda a certeza, que elas geralmente estão sempre atentas e preocupadas com a vida. E é normal muitas vezes a mulher colocar sua própria vida em risco para defender a vida do filho ou de outra pessoa. E parece também que as mulheres têm os olhos fitos no futuro e, com os pés no chão, conseguem alertar para futuras consequências de certos atos do presente.

 

Desde 2006, as mulheres da Via Campesina nos alertam para o perigo que representam as monoculturas de plantas exóticas como, por exemplo, os eucaliptos. No Dia Internacional a Mulher de 2006, enquanto muitas mulheres, recebendo homenagens, felicitações ou presentes, se consolavam de uma longa trajetória de machismos, preconceitos e violência, outras resolveram agir. Foram as mulheres organizadas pela Via Campesina que ocuparam o horto florestal da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul. E a ação delas era uma reação perante esta história de violação da vida. Ao longo da nossa história a vida sempre foi violentada em nome do progresso e do desenvolvimento. Por isso, a reação das mulheres em defesa da dignidade humana e da integridade do meio ambiente, se deu num lugar que simbolizava este progresso destruidor e sem perspectiva de vida. E com o ato de oito de março de 2006, o Dia Internacional da Mulher se tornou muito mais simbólico. É, pois, um dia de luta, um dia de alerta, de mostrar para a sociedade onde a vida realmente está ameaçada e quem são os agentes de tais ameaças.

 

Agora, em 2009, as mulheres da Via Campesina ocuparam uma área de terra no sul do Estado gaúcho e mais uma vez denunciam os malefícios provocados pelas monoculturas de plantas exóticas, pelo agronegócio e pelas multinacionais invasoras. Mas, será que a sociedade vai ter suficiente bom senso para ouvi-las ou ainda está vendada com o véu imposto pela grande mídia? O alerta das mulheres da Via Campesina deve percorrer o mundo como uma palavra profética e libertadora.

 

Elas denunciam claramente que na fronteira do Brasil com Uruguai, nos municípios de Candiota e Aceguá tem uma área da Votorantin Celulose e Papel com 48 mil, quase 50 mil hectares de terra com monocultivo de eucalipto para a produção de celulose para exportação. E elas, com sabedoria e autoridade, denunciam que se trata de um empreendimento que não paga impostos, destrói a terra, contamina o lençol freático por conta dos agrotóxicos, seca rios e nascentes numa região historicamente marcada por sucessivas estiagens. E além dos terríveis danos ambientais, vem causando danos às pessoas com desemprego e péssimas condições de trabalho.

 

Para se ter uma ideia do que representa negativamente o cultivo de eucaliptos nas terras da Votorantin, vamos olhar e comparar com uma área de assentamentos da Reforma Agrária na mesma região e com alguns hectares a menos. Em Hulha Negra, Candiota e Aceguá, a área de Reforma Agrária corresponde a 45 mil hectares de terra e deu lugar para 1.860 famílias viverem com dignidade do próprio trabalho. E estas famílias estão organizadas em 46 comunidades, onde, na maioria delas, se reúnem semanalmente para as celebrações e o lazer, como também para debater e planejar a produção e organizar a vida social. O local possui hoje 16 escolas, onde estudam 1.260 crianças e jovens. E para citar alguns dados da produção, é importante dizer que as famílias assentadas na região produzem: 50mil kg de mel por ano, 1 milhão de litros de leite por mês, 15 toneladas de trigo por ano, além de galinha, porco, peixe, cebola, amendoim, milho, linhaça, sorgo e etc. No local existem 2 moinhos para milho, trigo e arroz e 4 cooperativas de produção e trabalho. Uma das cooperativas produz sementes agro-ecológicas, tendo uma produção de 100 toneladas por ano. Também tem duas emissoras de rádio comunitária e um ginásio de esportes.

 

Em síntese, quase duas mil famílias vivem dignamente na região e não precisam pedir esmolas, nem disputar os poucos empregos oferecidos nas cidades. E seus filhos estão mais distantes dos perigos da violência e das drogas que existem no mundo urbano. As pessoas levam uma vida digna, se alimentam bem e cultivam valores que em grande parte a civilização urbana vem perdendo. Entre o monocultivo de plantas exóticas, o agronegócio das multinacionais e a Reforma Agrária e Agricultura Familiar, existe uma grande diferença, que é a dignidade humana e a preservação do meio ambiente. Nossos governos vem fazendo opções contraditórias quando investem pouco ou nada na Agricultura Familiar e liberam grandes volumes de dinheiro para estas multinacionais e empresas do agronegócio que não produzem alimentos, não geram empregos e ainda destroem o meio ambiente. Espera-se que a sociedade compreenda o profético manifesto das mulheres da Via Campesina no Sul e passe a somar forças na luta em defesa da vida.

 

Frei Pilato Pereira

 

 

domingo, 8 de março de 2009

8 de Março: o clamor da Terra

8 de Março: o clamor da Terra


8 de março, o Dia Internacional da Mulher. E para celebrar esta data, poderíamos dar uma flor a, pelo menos uma mulher, porque mulheres se alegram com flores. Elas e todos nós vemos nas flores muita simbologia de vida e sentimentos. Uma flor para alegrar o coração de uma mãe, uma esposa, uma filha, uma companheira. Enfim, uma singela flor, com ternura e amor ou com qualquer outro sentimento verdadeiro e livre, já seria um grande gesto de reconhecimento do valor e do significado humano da Mulher. Mas, pode chegar o dia em que as flores não terão um palmo de terra livre e fértil para germinar sua semente e crescer com sua beleza. Pode ser que alguns homens (e algumas mulheres sem coração de mulher), um dia tenham preenchido todos os espaços da Terra com o progresso e o desenvolvimento. Pode ser que as plantas exóticas, que servem para fazer papel descartável, que geram lucro e riquezas de poucos, cheguem a invadir completamente os espaços de vida, ao ponto de as flores serem sufocadas e desaparecerem.


Mas, Deus se preveniu com a defesa da vida que criou. E depois que fez todas as coisas, Deus criou a mulher. Não para ser a última, mas para dar sentido e vida a tudo o que Ele fez. E as mulheres têm muito forte em si, como um distintivo próprio, o instinto de preservar a vida, sempre, de qualquer ameaça. E pensando assim, compreendemos os atos de muitas mulheres, sejam atos isolados ou coletivos. Compreendemos, por exemplo, porque as mulheres da Via Campesina reagiram com tamanha energia física e moral contra as plantações de eucaliptos no Rio Grande do Sul. Analisando o grande malefício político, social, econômico e ambiental que as monoculturas de árvores exóticas, como o eucalipto, podem nos causar, então compreendemos perfeitamente o valor da ação das mulheres em 8 de março de 2006 e outras ações posteriores. É compreensível que as mulheres coloquem suas próprias vidas em risco para defender a vida de hoje e o futuro da vida.


Mas, preservar a Terra não é um dever apenas das mulheres. Elas, com o sentimento materno, nos convocam com o seu testemunho a defender e preservar a vida. É preciso que todos nós correspondamos aos apelos que as mulheres vem fazendo nos últimos anos no sentido de articular as lutas em defesa da dignidade humana e a preservação ambiental. A partir de 2006, o Dia Internacional da Mulher tem um significado a mais. Esta data passou a convocar toda a sociedade, as mulheres e os filhos de mulher, a lutar pela vida do Planeta Terra. Interpreto que as mulheres, num gesto profético, a partir do 8 de março de 2006, exclamaram, colocaram pra fora o clamor da Terra. Era um clamor emudecido, sufocado pela violência do capital. Mas foi exclamado por vozes e mãos corajosas de mulheres camponesas. E agora este clamor não se calará jamais, porque a Terra quer viver.


Frei Pilato Pereira

 

 

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Livros resgatam a trajetória de Irmão Antônio Cechin

Livros resgatam a trajetória de Irmão Antônio Cechin

Na terça-feira de carnaval, dia 24 de fevereiro, por ocasião da 32ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul, em Sapucaia do Sul, a ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana) e o Instituto Cultural Padre Josimo lançam dois livros em torno do pioneiro da Romaria e dos movimentos sociais e pastorais do RS, Irmão Antônio Cechin, que celebrou 80 anos em maio de 2007.

"O Irmão dos Pobres", por Frei Pilato Pereira
"Memória para o Futuro", por Frei Luiz Carlos Susin

O primeiro livro, de caráter mais popular, é uma narrativa biográfica: O Irmão dos Pobres. O autor, Frei Pilato Pereira, viveu na ocupação urbana, conquistada em Canoas nos anos oitenta com a decisiva liderança de Ir. Antônio Cechin. Antes disso, porém, o livro aborda a pedagogia de "empoderamento" popular criada por Ir. Antônio e a consequente perseguição sofrida nos anos de chumbo da política brasileira. E depois, alarga a narrativa para o surgimento das comunidades de base, CEB's, para os inícios da reciclagem de lixo em Porto Alegre, as romarias da terra e das águas, o apoio aos sem terra, aos indígenas e às mulheres pobres. Trata-se de uma narrativa despojada, que deixa transparecer os acontecimentos em sua limpidez e nobreza.


O segundo livro, Memória para o Futuro, organizado pelo professor da PUC-RS e secretário executivo do Fórum Mundial de Teologia e Libertação e pastoralista na Vila Maria da Conceição há 26 anos, Frei Luiz Carlos Susin, reune articulistas envolvidos nas diferentes frentes de movimentos e lutas populares que ganharam alma com a atuação de Ir. Antônio Cechin, revelando o quanto o Rio Grande do Sul foi berço de movimentos sociais e pastorais expandidos pelo Brasil. Trata-se de um conjunto de autores que refletem o passado e o presente desses movimentos sociais em vista de contribuição futura. O lançamento está previsto para o "Momento Cultural" da Romaria da Terra, logo após o meio-dia, no Pesqueiro, junto ao Rio dos Sinos, em Sapucaia. Haverá venda de livros e autógrafos no local.


As duas obras são editadas pela Editora da ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana), de Porto Alegre. E o projeto é uma iniciativa do Instituto Cultural Padre Josimo


Para a 32ª Romaria da Terra também está previsto o lançamento da 2ª Edição do Livro "As Romarias da Terra no Rio Grande do Sul", por Frei Wilson Dallagnol.


Romaria da Terra

DIA: 24 DE FEVEREIRO DE 2009 - TERÇA-FEIRA

Local: No Pesqueiro junto ao Rio do Sinos, no Bairro Carioca, Município de Sapucaia do Sul

Entrada pela BR 116 para o lado oposto à cidade

Horário: 8h

Lançamento e Sessão de autógrafos

Local: No Pesqueiro junto ao Rio dos Sinos, no Bairro Carioca, Município de Sapucaia do Sul

Entrada pela BR 116 para o lado oposto à cidade

Horário: 13h

Contato direto

Frei Luiz Carlos Susin

(51) 9974-2391

Fonte: Rubens Melo – Jornalista


Olhar Ecológico

sábado, 17 de janeiro de 2009

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Um menino de rua refletindo sobre o Natal


Tem gente que pensa que menino não reflete, ainda mais sendo um menino de rua assim como eu, por exemplo. Mas eu sei pensar, refletir, imaginar. E como sei. Um menino de rua reflete muito. Reflete sobre o que não tem, sobre o que lhe é negado, o pão, a casa, a família, a escola... Nós que vivemos na rua também sabemos pensar. Mas o problema é que não nos dão ouvidos. Acho até que não querem nos ouvir, porque se dessem atenção às nossas reflexões, eles iriam ter que nos respeitar e preservar nossos direitos. Se os grandes dessem ouvidos às nossas imaginações, o nosso mundo e o mundo deles seriam diferentes. Se eles parassem um pouco para escutar o que a gente pensa sobre o Natal, por exemplo, com certeza nós também teríamos um Natal e eles poderiam celebrar um Natal real e verdadeiro.


E, por falar em Natal, me parece que está chegando, já chegou. Vejo tudo muito parecido como no ano passado. Nesta época a calçada, que é a minha casa, está movimentada, cheia de gente que entram e saem destas lojas. Saem com muitas sacolas e compram tantas coisas que não sobra uns trocadinhos quando peço. Não sei que Natal é este que eles vão celebrar porque passam por mim e nem me olham e quando me esbarram, me xingam, dizem que estou atrapalhando. Pelo que ouço, o Natal deles tem dois importantes personagens. Um é o Papai Noel e o outro é o Menino Jesus. Até achei graça que este Menino Jesus é chamado de Menino Deus. Outro dia na porta da Igreja ouvi dizerem que ele vem para governar a Terra. Gostei muito desta idéia, porque se um menino governar o mundo, certamente ele vai nos dar a chance que os grandes nos negaram até hoje. O mundo que sempre foi governado por gente grande, está virado em crise. Tem crise ambiental, crise alimentar, crise de energia, crise econômica. E só se fala em crise. Acho que os meninos vão ter que assumir o controle da situação.


Mas, falando do natal, o Papai Noel é um sujeito muito estranho, ele dá presente apenas para algumas crianças. Eu nunca ganhei nenhum presentinho dele. Ele passa por mim e eu passo por ele, mas nunca me deu nada. Apenas ganhei algumas balas que jogou pela calçada. E isso me faz refletir muito. Fico pensando sobre isso e não consigo entender. Claro que ele não precisava me dar aquela bicicleta, o skeite, o jet-ski, o carro o lep top e tantas coisas que deu para os meninos aqui deste prédio na frente. Até aquela bola não precisava ser igual, poderia ser uma mais simples. O Papai Noel nem precisava vir até aqui com muitos presentes. Ele poderia distribuir tudo para as outras crianças e depois vir aqui e me levar pra casa e chamar de volta meu pai e minha mãe, meus irmãozinhos e juntos poderíamos fazer uma ceia de Natal. Claro que o Papai Noel ia ter que nos dar alguns alimentos para ceia, porque lá em casa não tem nada. E sei que isso custaria bem menos que qualquer um daqueles presentes que os outros meninos ganharam Mas o Papai Noel nunca me dá é nada. Por que será?


Sei que o Menino Jesus também trás presentes de Natal. Dizem que ele traz muito amor e muita paz, felicidade, justiça, fraternidade e outras tantas coisas boas pra gente viver bem. E dizem que o Menino Jesus cuida das crianças. Ele até declarou que a sua mãe é a mãe de todos nós. Acho que é verdade porque todas as noites ela vem me ver antes de dormir. O problema é que todas as coisas boas que o Menino Jesus trás pra gente, os grandes desviam tudo e nunca chega nada até os meninos de rua. O dia que eu encontrar o Menino Jesus, eu vou contar tudo pra Ele e acho que Ele vai pegar um chicote e fazer com essa gente grande que rouba dos pequeninos o mesmo que fez com os vendilhões do Templo.


Por tudo o que ouço falar sobre este Menino, tenho vontade de conhecê-lo. Lá na praça da matriz tem um presépio e eu pude ver meio de longe que ele está deitadinho entre sua mãe e seu pai, ao seu redor tem animais, trabalhadores e até alguns reis que vem lhe prestar homenagem. Dizem que Ele está crescendo em estatura, sabedoria e graça diante de Deus. Ele será grande e será coroado rei e vai governar a toda Terá. Quando chegar o Reino desse Menino, tudo vai ser diferente, porque Ele é pequeno e pobre. Certamente vai olhar para nós que somos pequenos e pobres.


Mas, por enquanto, que Natal é esse? O Papai Noel só dá presentes para alguns meninos. E o Menino Jesus trás pata todos os melhores presentes para passar o Ano Novo, mas os grandes me roubam tudo. Não me deixam ficar com o amor, com a felicidade, a paz, a fraternidade, a justiça, a igualdade, a alegria... que o Deus Menino trás para toda a Humanidade. Eles me roubam tudo e jogam fora, porque eles também não têm nada disso. O que eles têm de paz, amor, justiça... é pura imitação. Mas, o Menino Jesus me deu uns presentinhos sem ninguém saber. Ele deu fé e esperança pra mim e meus amiguinhos. E nos disse para não ter medo dos grandes, disse que nós temos que lutar muito para mudar o mundo. E que Ele sempre vai nos defender quando denunciarmos as coisas erradas que existem na face da Terra. E disse também que seu Pai que está no céu escondeu todas essas coisas aos grandes e poderosos, aos sábios e inteligentes, e as revelou aos humildes e pequeninos.


Para quem leu a mensagem do menino de rua, uma prece ao Menino Jesus. Feliz Natal! E todas as bênçãos do Deus Menino para o Ano Novo!


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Postado por Frei Pilato Pereira no Olhar Ecológico em 12/24/2008 09:07:00 AM

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O desprezo que Bush contraiu para si

O desprezo que Bush contraiu para si

Herói para o povo e abençoado por Alá, o jornalista iraquiano Muntadar Al-Zeidi protagonizou um ato que merece louvor. Ele arremessou os sapatos na direção de Bush, com a intenção de lhe dar uma sapatada para manifestar o desprezo do povo iraquiano para com o atual presidente estadunidense. Não quero fazer apologia ao desprezo. Acredito que ninguém deve ser desprezado por ninguém. Mas a manifestação de desprezo simbolizada nos sapatos de Al-Zeidi, não é um simples desprezo, é um ato político. Foi uma manifestação política que gerou adeptos em todo o mundo. Não apenas os iraquianos, os árabes, mas o mundo que Bush quis atemorizar, agora manifesta o desprezo que ele próprio contraiu para si, por causa da sua imbecilidade. Ele escolheu fazer guerras, quis matar inocentes, procurou dominar e escravizar outros povos. Então, agora lhe resta o desprezo, com o qual tanto desprezou aos outros. É dele e somente dele, a ele pertence o desprezo. Como disse Jesus Cristo: "devolvam a César o que é de Cezar" (Mt 22,21).

Nestes oito anos – cujo fim se avizinha – em que George W. Bush governa os Estados Unidos, ele realizou obras de perversidade e na derradeira hora de seu reinado, recebe a digna recompensa, uma bela sapatada de um iraquiano. Poderia ter sido um brasileiro ou um cidadão de qualquer outra nacionalidade a manifestar o repúdio e o desprezo que Bush merece. Mas como esse gesto dos sapatos faz parte da cultura árabe, ficou muito bem que o protagonista do ato foi um iraquiano. Pois, é lá no Iraque que está mais evidente a marca da barbárie de Bush. No comando deste insensato, o governo estadunidense pisoteou, espezinhou em muitos lugares do planeta feito uma besta selvagem, sem a menor compreensão e senso de humanidade. E fez tudo o que fez por merecer agora a diga sapatada de Muntadar.

O jornalista iraquiano, Muntadar Al-Zeidi representou a humanidade num ato político de repúdio que declara a George W. Bush o título de "personae non gratae". Acredito que nenhum ser humano mereceria este título. Toda pessoa deveria ser sempre bem vinda em todos os meios e lugares. Mas os atos de Bush ofenderam a humanidade e a Deus. Ele é a própria carapuça de todas as atrocidades que cometeu. E o desprezo que sua pessoa recebe, é uma demonstração de que não queremos mais ver certas ações desumanas que marcaram seu governo. Foi um ato forte para demonstrar a força do não que o mundo sempre tentou dizer aos seus ouvidos surdos. É um símbolo da total reprovação a tudo o que Bush fez contra a humanidade.

Postado por Frei Pilato Pereira no Olhar Ecológico em 12/16/2008 08:13:00 PM

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

HOMENS unidos pelo fim da violência contra as MULHERES!

URGENTE! Só até 06 de dezembro:
HOMENS unidos pelo fim da violência contra as MULHERES!

ASSINEM

Para participar, acesse o site: www.homenspelofimdaviolencia.com.br

Uma campanha para os Homens participarem assinando e divulgando.

E as Mulheres também podem ajudar a divulgar!

A Campanha Nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres" está colhendo assinaturas até o dia 6 de dezembro, Dia de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contras Mulheres. A campanha é dirigida ao público masculino, portanto a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, pede que apenas homens assinem no site.

Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam ao fim da violência contra as mulheres. As mulheres podem participar assinando no site do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem - sigla em inglês), na campanha "Diga não à violência contra mulheres".

"Nossa meta tem que ser ambiciosa: queremos no mínimo 500 mil assinaturas. Os resultados da campanha serão divulgados em um evento com o Presidente Lula, governadores, artistas, políticos, líderes comunitários, desportistas, entre outros. Neste dia, o presidente Lula enviará 'online' as assinaturas recolhidas ao Secretário Geral da ONU, e estas passarão a compor às assinaturas da campanha internacional", afirma Nilcéia, que também preside o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

A campanha nacional está sendo realizada no marco da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pela não Violência contra as Mulheres e faz parte da campanha mundial "Unite to End Violence Against Women", divulgada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

Para participar, acesse o site: www.homenspelofimdaviolencia.com.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Convite - Movimento Gaúcho de Defesa do Meio Ambiente



Porto Alegre, 28 de Novembro de 2008

Senhoras e Senhores

O Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDeMA - tem a honra de convidá-lo(a) para participar do Ato de Lançamento do Movimento, a ser realizado no dia 15 de Dezembro do corrente ano, às 09:00h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa/RS.

O MoGDeMA é uma articulação que reúne ONG's ambientalistas, movimentos sociais do campo e da cidade, sindicatos, representantes de classe, lideranças religiosas, estudantes, professores, pesquisadores e demais lutadores sociais. Surge em decorrência da situação de crise deliberada e progressiva da gestão ambiental no Rio Grande do Sul.

Visa ações conjuntas que fortaleçam as políticas públicas em defesa da natureza, promovendo o debate e a luta socioambiental, propondo a reflexão crítica ao modelo de desenvolvimento predatório hegemônico, e construindo as bases sociais para um novo modelo com sustentabilidade ambiental.

O MoGDeMA é um espaço universal e plural, aberto a homens e mulheres, instituições e movimentos sociais.

Desta forma convidamos para integrar esta iniciativa que estabelece um espaço de troca e mobilização, assinando a Carta de Princípios http://mogdema.blogspot.com/ e ser articulador local e regional. Neste endereço eletrônico também existe uma relação de atividades desenvolvidas neste ano de 2008.

O Termo de Adesão, logo abaixo deve ser remetido para mogdema@gmail.com

Agradecemos desde já e contamos com sua participação.

Felipe Amaral - Sylvio Nogueira - Eduardo Ruppenthal

Coordenação Cooperativa

TERMO DE ADESÃO MoGDeMA

Instituição:

Ciente dos objetivos do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDeMA, declara sua adesão e desejo de participar do coletivo de pessoas e instituições que constituem o MoGDeMA, assumindo o compromisso de respeitar e difundir seus princípios e de apoiar seu funcionamento e atividades como movimento social articulador.

Dados sobre a Instituição

Nome da instituição:
Endereço:
Cidade:
Fone:
Nome do(a) Responsável:
Função do responsável:
Email:
Sitio:

Carta de princípios - http://mogdema.blogspot.com/

Envie este documento para mogdema@gmail.com



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Postado por Frei Pilato Pereira no Olhar Ecológico em 12/04/2008 11:19:00 AM

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Nota de solidariedade às vítimas das enchentes em Santa Catarina

Nota de solidariedade às vítimas das enchentes em Santa Catarina

Postado no Blog Olhar Ecológico - www.olharecologico.blogspot.com

 

Nota de solidariedade às vítimas das enchentes em Santa Catarina

A Cáritas Brasileira se solidariza com as vítimas das enchentes em Santa Catarina. Lamentamos as tristes ocorrências, que causaram dezenas de mortes e deixaram milhares de pessoas desabrigadas.

Recomendamos que todos e todas se associem às iniciativas em andamento, promovidas pela Arquidiocese de Florianópolis, pelas Dioceses de Joinville e de Blumenau, pelas Entidades-membro de Cáritas no Estado, bem como da Defesa Civil, em suas diversas instâncias.

Para doações de alimentos e roupas, o apelo se dirige às comunidades do Estado de Santa Catarina, para que sejam de imediato encaminhadas às Secretarias das Paróquias da Arquidiocese de Florianópolis e das Dioceses de Joinville e de Blumenau.

Doações em dinheiro, de qualquer parte do Brasil, podem ser feitas utilizando as contas bancárias a seguir:

FLORIANÓPOLIS:
Banco do Brasil, agência 3174-7, conta 17611-7, em nome de Ação Social Arquidiocesana/Flagelados SC 2008. Mais informações: (48) 3224.8776 ou pelo e-mail asa@arquifln.org.br

JOINVILLE:
Banco BESC, agência 014, c/c 130.786-2. A campanha é promovida pela Associação Diocesana de Promoção Social. Mais informações: (47) 3451.3715/3716 ou pelo e-mail adipros@diocesejlle.com.br

BLUMENAU:
Será aberta uma conta bancária para a Campanha "Diocese de Blumenau – Emergência". Mais informações: (47) 3323.6952 ou 3322.4435 (cúria) ou pelo e-mail dioceseblumenau@terra.com.br


Manifestamos a esperança de que o sofrimento de tantas pessoas atingidas por essa calamidade seja amenizado com a prática da solidariedade, que neste momento nos convoca para as ações concretas que estiverem ao nosso alcance.

Fraternalmente,

Diretoria, Secretariado Nacional e Regionais da Cáritas Brasileira, reunidos em Brasília, aos 25 de novembro de 2008.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

mensagem para os eleitores americanos

Olá,

Em menos de uma semana os americanos estarão indo para as urnas. Muita coisa está em jogo nestas eleições - a luta contra o aquecimento global, a guerra no Iraque, o compromisso global com direitos humanos, entre outras coisas. Os conservadores estão desesperados, propagando uma mensagem preconceituosa e negativa para assustar os americanos a "votarem" contra o terrorismo. Veja o vídeo criado pela Avaaz.org para desafiar os americanos a terem uma visão diferente e inspirá-los a votarem pela paz, esperança e união. Se um grande número de pessoas assistirem ao vídeo ele ganhará destaque na mídia americana, podendo influenciar eleitores indecisos.

Assita o vídeo:
http://www.avaaz.org/po/for_all_of_us/98.php?cl_tf_sign=1

Obrigado!

Você está recebendo essa mensagem por que alguém usou a ferramenta "avise seus amigos" no site da Avaaz.org. A Avaaz não guarda informações sobre os indivíduos contatados através dessa ferramenta. Nós não te enviaremos novas mensagens sem seu consentimento mas lembre-se que seus amigos podem fazer isso novamente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

800 anos do Carisma de Francisco e Clara de Assis

800 anos do Carisma de Francisco e Clara de Assis

Há 8 séculos, o Espírito Santo agraciou Francisco e Clara com a vocação de levar uma vida de Irmãos e Irmãs Menores. A Igreja reconheceu e confirmou este carisma que deu início a um grande movimento, um modo especial de ser Igreja e de viver na sociedade.

Em 24 de fevereiro de 1208, na festa do apóstolo Matias, Francisco ouve na Capela de Porciúncula aquela passagem do Evangelho "Ide e anunciai: O Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios! Recebestes de graça, dai também de graça. Não leveis nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre" (Mt 10, 7-9).

Profundamente emocionado com aquilo que ouve, exclama: "Isto é o que desejo; é o que procuro; é o que busco de todo o coração!" No dia 15 de abril do mesmo ano, os primeiros irmãos juntaram-se a ele. Juntos, abrem três vezes a Sagrada Escritura e recebem os seguintes versos orientadores: "vai, vende tudo...!" (Mc 10,21); "Não leveis nada para o caminho..." (Lc 9,3); "Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo...!" (Mt 16,24).

Este é o início do movimento franciscano e, para nós, é a razão de considerarmos o ano de 1208 como o ano do nascimento do nosso carisma. E 1209 é o ano em que o Papa Inocêncio III deu a autorização verbal a Francisco de fundar uma ordem. É o início da dimensão institucional do movimento franciscano. (www.ccfmc.net)

Celebrar os 800 anos do Carisma Franciscano e reviver o sonho de Clara e Francisco de Assis neste chão e neste tempo, essencialmente significa renovar nosso compromisso com os pobres e com a natureza para ajudarmos a construir um mundo de justiça e paz.

Entre os dias 17 a 19 de outubro, acontece em Brasília – DF, a Celebração Latino Americana e Caribenha dos 800 anos do Carisma Franciscano. Com caráter de congresso, o evento tem com o tema "Reviver o Sonho de Clara e Francisco de Assis no chão da América Latina e Caribe". E terá espaços de testemunhos, conferências e oficinas.

Estarão presentes os freis Capuchinhos Aldir Crócoli, José Bernardi e Pilato Pereira que, juntamente com Irmã Salete Dal Mago (Franciscanas de N.S. Aparecida), trabalharão a Oficina sobre a "Missão Francisclariana e os Excluídos".

sábado, 20 de setembro de 2008

O Dia da Árvore e o Cio da Terra

Blog Olhar Ecológico: www.olharecologico.blogspot.com
 
O Dia da Árvore e o Cio da Terra
 
A data considerada como o Dia Mundial da Árvore ou o Dia Mundial da Floresta é 21 de março. Mas os Estados Unidos decidiram adotar o 22 de abril como o Dia da Árvore. E muitos países têm adotado uma dessas duas datas. O Brasil, porém, foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos EUA e também não adotou a data mundial que é 21de março. Nós brasileiros celebramos oficialmente o Dia da Árvore em 21 de setembro. E existe uma explicação lógica e muito bela para esta decisão.

Os povos indígenas brasileiros, em geral, sempre cultuaram as árvores na época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então se adotou a data que marca a entrada da Primavera. Algo que nos chama a atenção é o fato de que, por razões climáticas, o Norte e o Nordeste do Brasil cultuam a árvore na última semana de março, no período referente ao início das chuvas naquela região, e não como acontece no restante do país.

No Brasil, a celebração da árvore está intimamente relacionada com a vida da natureza e das pessoas que vivem num determinado lugar. Para quem vive na região sul do Brasil, a data em que é celebrado o Dia da Árvore, 21 de setembro, tem a ver com o período em que as terras estão sendo cultivadas ou já semeadas e as sementes estão germinando, crescendo, virando planta e as arvores voltando a florir novamente. Celebramos a árvore no período em que a semente, por causa do cio da terra, começa a virar planta e as plantas revelam sua beleza através das flores.

No Dia da Árvore celebramos a natureza, a vida se renovando, evidenciando a beleza que silenciosamente alimentou durante o inverno - tempo de seu recolhimento. O mês de julho é propício para o plantio de mudas de arvores, mas podemos ir plantando ainda em agosto ou até mesmo em setembro, para não deixar de plantar. Quando chegar o Dia da Árvore é bom que as mudas que plantamos em julho ou agosto já estejam firmes, em boa sintonia com a terra e todo o ambiente, se enraizando e prontas para começar a crescer com o calor da Primavera.

Plantar uma árvore é um sinal de amor à vida e um ato de compromisso ético com as gerações futuras. Mas, é preciso conhecer a natureza e saber quais são as árvores específicas do bioma, do ecossistema onde vivemos. Não basta apenas plantar árvores, é preciso plantar o tipo árvores que convivam em harmonia com o ambiente, ou seja, árvores nativas. Uma árvore fora do seu habitat natural, que é chamada de planta exótica, pode não vingar ou sofrer muito e não se desenvolver no seu vigor original, além de atrapalhar as plantas nativas.

E quando as árvores são plantadas em grandes extensões, em forma de monoculturas, elas podem afetar a vida do habitat onde foram plantadas. Sobre as monoculturas de eucaliptos, por exemplo, já se tem experiências de que provocam desequilíbrio ambiental e afetam fortemente a normalidade do ambiente, prejudicam as outras formas de vida do local onde são plantadas. Plantar poucas mudas de eucalipto, acácia ou qualquer outra árvore exótica, às vezes para o consumo local, não causa tantos problemas ambientais. Mas, quando o plantio é realizado em grandes extensões de terra, isto se torna extremamente perigoso. Mesmo quando se planta poucas árvores, é preciso ter o cuidado de que elas não sejam predominantes e capazes de agredir a biodiversidade nativa do lugar.

Plantar árvores é bom, é saudável para a vida. Além do seu valor em si, uma árvore traz muitos benefícios para a vida das pessoas e de toda a natureza. Sabemos da grande importância das árvores para o funcionamento normal da vida no planeta. Não podemos viver sem árvores, mas não basta simplesmente plantar árvores, pois nem todo verde é ecologicamente correto. Precisamos plantar e cuidar das nossas árvores nativas. E quem ainda não plantou uma árvore nativa neste ano, pode aproveitar o Dia da Árvore e plantar pelo menos uma.

Normalmente, quem planta uma árvore, não é o seu principal beneficiário. Mas, quem foi que plantou tantos milhões de árvores que hoje garantem nossa vida, nossa respiração? Certamente não foram nossas próprias mãos que plantaram as florestas e as plantas todas que permitem a vida ao nosso redor. A mão de Deus, a natureza e outras pessoas foram solidárias conosco. Portanto, sejamos solidários com quem ainda não nasceu e precisará encontrar um planeta com árvores, flores, frutos, água e todos os recursos que sustentam a vida. Herdamos um mundo onde é possível respirar. E o que deixaremos para as futuras gerações?

Plante a continuidade da vida, plante uma árvore nativa.

Frei Pilato Pereira freipilato@gmail.com
 
Blog Olhar Ecológico: www.olharecologico.blogspot.com

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Vídeo "Montanhas de papel, montanhas de injustiça"

Estimad@s amig@s,
Queremos informar a vocês que já está disponível a versão em português do vídeo "Montanhas de papel, montanhas de injustiça", que documenta os impactos da indústria da celulose e o papel.
Esperamos que este vídeo de 11 minutos sirva como uma ferramenta a mais no contexto das atividades do dia 21 de setembro, Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, para gerar consciência sobre o consumo desmedido de papel e sobre as lutas locais das comunidades que enfrentam as monoculturas de árvores e as plantas de celulose no Sul.

O vídeo pode ser acessado no seguinte endereço:
http://www.wrm.org.uy/Videos_Esp/Montanhas.html

Cordialmente,
A equipe do WRM
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Publicado no Blog Olhar Ecológico - 19/09/08

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

[Olhar Ecológico] Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente

Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente

Movimento em Defesa do Meio Ambiente tem atividades descentralizadas
O Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDMA, tem atividades descentralizadas na próxima semana. Um dos objetivo do movimento desde sua criação, é a descentralização da discussão referentes ao meio ambiente, indo de encontro direto com as comunidades e agentes sociais envolvidos na luta pela preservação ambiental no Estado.

Como resultado da articulação com o grupo de Pelotas, será realizado o III Seminário Políticas Públicas de Meio Ambiente, sobre a ofensiva do setor da celulose no Pampa e alternativas para o desenvolvimento local. O evento ocorre dia 19 de Agosto (terça-feira) no Auditório da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas - Entre 10:00 e 17:00. Estão convidados: o agrônomo Carlos Nabinger, o ambientalista e zoólogo Ludwig Buckup e o jornalista Najar Tubino, dentre outros pesquisadores e gestores ambientais. As inscrições são gratuitas. A organização do evento está buscando uma cortesia para condução de Porto Alegre até a cidade de Pelotas. Interessados devem enviar os dados pessoais para contato@institutobiofilia.org.br .

Para dar continuidade das atividades que ocorrem mensalmente na capital, a coordenação do MoGDMA, promove o IV Seminário Políticas Públicas de Meio Ambiente, sobre o caso das Barragens Jaguari e Taquarembó, dia 20 de Agosto (quarta-feira) no Auditório do Semapi/Sindicato. Nesta edição o painelista convidado é o Eduardo Lanna. Lima e Silva, 280. - Entre 18:30 e 21:00. Inscrições gratuitas.

A proposta do grupo é manter o foco nas discussões públicas, levando informação, promovendo articulação política ambiental com distintos setores da sociedade. Desta forma está programado para Setembro o debate com os candidatos a prefeitura de Porto Alegre.

Venha participar das discussões que estabelecem um espaço para o debate sobre as questões socioambientais e gestão ambiental do Rio Grande do Sul.

Todos os eventos promovidos pelo MoGDMA, são gratuitos e ocorrem mensalmente. Informe-se e participe.


Ecólogo Felipe Amaral
Sec. Executivo Instituto Biofilia
Av. Borges de Medeiros - 708/603
Cep. 90020-024 / Centro / Porto Alegre
51. 9988 1191
contato@institutobiofilia.org.br
www.institutobiofilia.org.br